sábado, 19 de janeiro de 2013

DAR A OUTRA FACE


"Quando te baterem na face, ofereça a outra..." É claro que Jesus falava em parábolas para seus discípulos e todos os que lhe ouviam, mas  qual é a mesnagem dessa frase? 

Na verdade, não é exatamente para que ofereçamos o outro lado do rosto para que continuemos apanhando, é a forma de dizer que não devemos retribuir a violência com mais violência, seja ela de que natureza for. Assim como "amar os nosso inimigos", é absurdamente impossível, mas se apenas não desejarmos o mal para essa pessoa, já estaremos exercendo essa forma de amor que é a caridade. 

Nada disso é realmente fácil, para nós que estamos engatinhando ainda na senda do progresso espiritual, mas é um exercício diário. Praticar aos poucos, fará com que, antes que percebamos, estaremos seguindo cada vez melhor os passos do Mestre.

 

 EXTINÇÃO DO MAL


Na didática de Deus, o mal não é recebido com a ênfase que caracteriza muita gente na Terra, quando se propõe a combatê-lo.
Por isso, a condenação não entra em linha de conta nas manifestações da Misericórdia Divina.

Nada de anátemas, gritos, baldões ou pragas.
A Lei de Deus determina, em qualquer parte, seja o mal destruído não pela violência, mas pela força pacífica e edificante do bem.
A propósito, meditemos.

O Senhor corrige:
a ignorância: com a instrução;
o ódio: com o amor;
a necessidade: com o socorro;
o desequilíbrio: com o reajuste;
a ferida: com o bálsamo;
a dor: com o sedativo;
a doença: com o remédio;
a sombra: com a luz;
a fome: com o alimento;
o fogo: com a água;
a ofensa: com o perdão;
o desânimo: com a esperança;
a maldição: com a benção.

Somente nós, as criaturas humanas, por vezes, acreditamos que um golpe seja capaz de sanar outro golpe.

Simples ilusão.
O mal não suprime o mal.

Em razão disso, Jesus nos recomenda amar os inimigos e nos adverte de que a única energia suscetível de remover o mal e extingui-lo é e será sempre a força suprema do bem.

Bezerra de Menezes

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